"Quero que o meu filho fale com mais confiança e se sinta bem." É um pedido que muitos pais me fazem quando procuram respostas para as dificuldades comunicativas dos filhos — não só a intervenção sobre as dificuldades de fala ou linguagem, mas que façam uso dessas capacidades nos seus contextos de vida diária, sem inibição e/ou resistência.
Quando a linguagem e as emoções se encontram
Um estudo recente conduzido por Burnley et al. (2023) explorou precisamente esta ligação entre linguagem e emoção. A investigação analisou como as crianças com Perturbação do Desenvolvimento da Linguagem (PDL) vivenciam ansiedade e outras dificuldades socioemocionais.
Isto acontece porque, muitas vezes, as dificuldades em compreender ou expressar-se geram frustração e insegurança. A criança pode evitar situações de fala por medo de errar ou de não ser compreendida. E, com o tempo, o receio de comunicar transforma-se em barreira emocional.
Falar com confiança é mais do que "falar bem"
A investigação mostra que as dimensões linguística e emocional estão intimamente ligadas. Mais do que atuar sobre a dimensão linguística — melhorar a produção dos sons, aumentar o vocabulário, estruturar o discurso — importa considerar a dimensão emocional.
A confiança comunicativa nasce de
O papel dos adultos: peças-chave neste processo
"O adulto deverá apoiar sem pressionar."
Eu sei que já sabe isso — mas o difícil é cumpri-lo, não é assim? A questão não reside no conhecimento que tem, mas na dificuldade em colocá-lo em prática nas dinâmicas do dia a dia. Eu sei — e posso ajudá-lo.
Falar é sentir-se capaz
Quando uma criança com dificuldades de linguagem começa a sentir que as suas palavras têm valor, algo muda:
Conte comigo neste processo.
Ajudo o seu filho a comunicar melhor e com mais confiança —
aqui, no caminho de descoberta das suas capacidades comunicativas. 💙
Referência científica
Burnley, A., St Clair, M., Bedford, R., Wren, Y., & Dack, C. (2023). Understanding the prevalence and manifestation of anxiety and other socio-emotional and behavioural difficulties in children with Developmental Language Disorder. Journal of Neurodevelopmental Disorders.