Você já ouviu alguém dizer: "Fiz terapia uma vez e não gostei"? Sempre que escuto essa frase, faço uma reflexão importante: será que a pessoa realmente não gostou da psicoterapia ou simplesmente ainda não encontrou o profissional com quem conseguiria construir uma boa relação terapêutica?
Existe uma diferença enorme entre essas duas situações.
Assim como acontece em qualquer relação humana, na psicoterapia também é preciso existir conexão. Não uma conexão baseada em afinidades pessoais, mas em algo muito mais profundo: confiança, segurança, acolhimento e a sensação de que aquele profissional compreende sua dor e sabe conduzir você em direção às mudanças que busca.
Na Psicologia, chamamos essa relação de aliança terapêutica. Ela é considerada um dos fatores mais importantes para o sucesso da psicoterapia. Independentemente da abordagem utilizada, pesquisas mostram que, quando existe uma boa aliança entre paciente e psicólogo, as chances de evolução no tratamento aumentam significativamente.
Por isso, quero dizer algo que muitas pessoas precisam ouvir:
Você não precisa permanecer com um psicólogo apenas porque foi a primeira tentativa. Se você não se sentiu confortável, não conseguiu estabelecer confiança ou percebeu que a forma de condução daquele profissional não fez sentido para você, isso não significa que a terapia não funciona. Significa apenas que talvez aquele não fosse o profissional mais adequado para o seu momento. E tudo bem.
Encontrar o psicólogo com quem você constrói esse "match" também faz parte do processo.
Mais do que o profissional, conheça a abordagem.
Outro aspecto que considero fundamental é compreender que cada psicólogo trabalha a partir de uma abordagem teórica. Essa abordagem orienta toda a forma como ele compreende o sofrimento humano e conduz o tratamento.
Eu atuo com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), uma abordagem reconhecida mundialmente por sua eficácia e respaldada por um amplo conjunto de evidências científicas.
A TCC parte do princípio de que a maneira como interpretamos os acontecimentos influencia diretamente nossas emoções e nossos comportamentos. Muitas vezes, não é apenas a situação que provoca sofrimento, mas a forma como aprendemos a enxergá-la ao longo da vida.
Na minha prática clínica, procuro oferecer muito mais do que um espaço de escuta. Meu objetivo é ajudar cada paciente a compreender seus padrões de pensamento, identificar crenças que limitam seu desenvolvimento, fortalecer recursos emocionais e construir novas formas de lidar com os desafios da vida.
Acredito que a psicoterapia deve promover autonomia. Mais do que aliviar sintomas, ela deve ensinar habilidades que permitam ao paciente enfrentar futuras dificuldades com mais segurança, consciência e equilíbrio emocional.
Durante as sessões utilizamos estratégias e técnicas próprias da TCC, como a identificação de pensamentos automáticos, reestruturação cognitiva, experimentos comportamentais, resolução de problemas, psicoeducação e desenvolvimento de habilidades de enfrentamento. Tudo isso respeitando a história, o ritmo e os objetivos de cada pessoa.
"Mas a TCC serve apenas para ansiedade?"
Essa talvez seja uma das perguntas que mais recebo.
É verdade que a Terapia Cognitivo-Comportamental é amplamente conhecida pelos excelentes resultados no tratamento da ansiedade, depressão, síndrome do pânico, fobias, TOC, estresse, burnout e insônia. Mas limitar a TCC a essas demandas seria ignorar toda a sua amplitude.
Ela também apresenta excelentes resultados em questões relacionadas à autoestima, insegurança, procrastinação, relacionamentos, dependência emocional, dificuldades familiares, desenvolvimento de habilidades sociais, luto, regulação emocional, transtornos alimentares, orientação parental, manejo da dor crônica, adaptação às mudanças e diversas outras condições que impactam a qualidade de vida.
Em outras palavras, o fato de essas demandas serem as mais divulgadas não significa que sejam as únicas em que a TCC é eficaz. Sempre que existe sofrimento psicológico, padrões de comportamento que geram prejuízo ou desejo de mudança, a Terapia Cognitivo-Comportamental oferece recursos consistentes para promover transformação.
A psicoterapia é um encontro.
Ao longo dos meus anos de atuação, aprendi que as técnicas são fundamentais, o conhecimento científico é indispensável e a experiência clínica faz diferença.
Mas existe algo que nenhuma formação substitui: a relação construída entre psicólogo e paciente. É nesse encontro que nasce a confiança. É nele que o paciente encontra espaço para ser ouvido sem julgamentos, compreender sua própria história, desenvolver novas perspectivas e descobrir que possui recursos para enfrentar aquilo que antes parecia impossível.
Por isso, se você ainda não encontrou um psicólogo com quem conseguiu estabelecer esse vínculo, não desista da psicoterapia. Talvez você apenas ainda não tenha encontrado o profissional que faça sentido para você. Porque o verdadeiro "match" não acontece quando o psicólogo diz exatamente aquilo que você gostaria de ouvir. Ele acontece quando você encontra alguém que, com conhecimento técnico, ética, sensibilidade e respeito, caminha ao seu lado enquanto você aprende a construir uma nova relação consigo mesmo.
O psicólogo certo para si existe.
Na psYonline® ajudamos-o/a a encontrar o encaixe certo desde o início.
Consulte perfis, peça orientação confidencial, ou marque directamente.
🎁 20€ de oferta na primeira consulta com o seu registo
Alessandra Fraga do Nascimento · Psicóloga
CRP 05/41711
Terapia Cognitivo-Comportamental · Ansiedade · Burnout · Depressão · Autoestima
Ver perfil completo →