Sabe como um psicólogo pode ajudar?

 

Psicoterapia · TCC · Saúde Mental

Não precisa de passar por tudo sozinho. Sabe como um psicólogo pode ajudar?

Por Psicóloga Alessandra, Terapia Cognitivo-Comportamental

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Psicóloga Alessandra
CRP 05/41711 · Terapia Cognitivo-Comportamental · Ver perfil
psYonline® Portugal

Existe uma ideia muito presente na nossa cultura de que precisamos de conseguir dar conta de tudo. Resolver os nossos problemas, controlar as nossas emoções, superar as dificuldades e seguir em frente. E, quando não conseguimos, muitas vezes interpretamos isso como fracasso.

Mas será que precisar de ajuda significa não ser capaz? Ou será que reconhecer que algo está difícil é, precisamente, uma forma de cuidado connosco próprios?

A psicoterapia começa, muitas vezes, nesse reconhecimento. Não necessariamente quando a pessoa chega ao seu limite, mas quando percebe que determinada situação está a ocupar um espaço maior do que gostaria na sua vida. Pode ser a ansiedade que não dá tréguas, o medo de tomar decisões, a insegurança para se posicionar, a dificuldade em comunicar, uma tristeza persistente, conflitos nos relacionamentos ou comportamentos que passaram a trazer consequências que a pessoa já não consegue gerir.

Também pode ser uma fase de transição. Uma separação, uma mudança profissional, uma perda, o nascimento de um filho, uma mudança de cidade ou a experiência de viver fora do país de origem.

Nem sempre existe um acontecimento aparentemente grave. Às vezes, existe apenas aquela sensação difícil de explicar: "Não estou bem, mas não sei exatamente o que se passa comigo." E esse também é um motivo legítimo para procurar ajuda.

Afinal, o que acontece quando procura um psicólogo?

Esta é uma pergunta importante, porque ainda existe muita confusão sobre o papel da psicoterapia. O psicólogo não está ali para dar conselhos, tomar decisões pelo paciente ou oferecer respostas prontas.

Na minha prática clínica, o processo terapêutico é construído a partir da história e das necessidades de cada pessoa. O meu trabalho é ajudá-la a compreender melhor o que está a acontecer, identificar padrões, desenvolver estratégias e ampliar a sua capacidade de lidar com situações que hoje provocam sofrimento.

É nesse ponto que a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) se torna uma ferramenta de trabalho importante. A TCC parte da compreensão de que existe uma relação entre situações, pensamentos, emoções e comportamentos. Isso não significa que os nossos pensamentos sejam responsáveis por tudo o que sentimos ou vivemos. Significa que a forma como interpretamos determinadas experiências pode influenciar profundamente a nossa resposta emocional e comportamental.

Imagine, por exemplo, alguém que precisa de expressar uma opinião numa reunião. Se pensa: "Se falar, vão achar que sou incompetente", provavelmente essa pessoa vai sentir ansiedade e poderá optar por ficar em silêncio. Se este padrão se repetir, pode começar a acreditar que realmente não sabe comunicar, quando, na verdade, existe um ciclo entre pensamento, emoção e comportamento que está a manter a dificuldade.

Na terapia, este ciclo pode ser investigado. O que pensa? O que sente? O que faz? O que evita? O que acontece depois? A partir dessa compreensão, trabalhamos para construir respostas mais funcionais e coerentes com aquilo que a pessoa deseja para a própria vida.

É por isso que sintomas diferentes podem esconder necessidades diferentes.

Uma pessoa chega a dizer que está com ansiedade. Outra fala sobre depressão. Outra procura ajuda porque sente medo de tudo. Outra não consegue estabelecer limites. Outra sente que não consegue comunicar nos relacionamentos. Outra apercebe-se de que os jogos passaram a ocupar um espaço excessivo na sua rotina e utiliza esse comportamento como forma de escapar a sentimentos ou problemas.

A queixa inicial é importante, mas não é toda a história. O trabalho psicológico procura compreender o que está por trás daquela queixa e o que mantém esse sofrimento. Por isso, não acredito numa psicoterapia baseada em fórmulas prontas. Cada pessoa precisa de ser compreendida dentro da sua história, do seu contexto e das circunstâncias que está a viver.

Viver fora também pode ser emocionalmente desafiante

Esta é uma realidade que surge em alguns dos atendimentos que realizo através da psYonline®. Viver noutro país pode representar uma conquista, um sonho ou uma oportunidade. Mas mudanças importantes também exigem adaptação emocional.

Estar longe da família e dos amigos, lidar com uma nova cultura, construir novas relações, adaptar-se a outra rotina e, muitas vezes, reconstruir uma identidade num ambiente diferente pode provocar sentimentos difíceis. E existe uma particularidade neste processo: é possível estar feliz com a escolha que fez e, ao mesmo tempo, sentir saudade, solidão ou insegurança. Uma coisa não invalida a outra.

A psicoterapia pode ajudar a pessoa a compreender estas experiências, desenvolver recursos para lidar com as mudanças e encontrar uma forma mais saudável de se relacionar com esta nova etapa da vida. E é precisamente aí que o atendimento online se torna uma possibilidade importante.

A minha experiência clínica acontece também através da psYonline®

Tenho 16 anos de atuação como psicóloga e, ao longo deste percurso, acompanhei pessoas em diferentes fases da vida e perante diferentes formas de sofrimento. Hoje, através da psYonline®, continuo a realizar este trabalho de forma online, alcançando pessoas que talvez não tivessem facilidade de acesso a um atendimento presencial.

A minha atuação inclui tanto o acompanhamento psicológico continuado, para pessoas que desejam construir um processo terapêutico ao longo do tempo, como atendimentos emergenciais, quando existe uma situação que exige acolhimento e suporte psicológico naquele momento.

Em qualquer uma destas situações, existe algo fundamental: o atendimento precisa de fazer sentido para essa pessoa. A terapia não acontece apenas porque alguém está a sofrer. Acontece através da construção de uma relação profissional, ética e colaborativa, na qual paciente e psicólogo trabalham juntos na compreensão das dificuldades e na construção de mudanças possíveis.

Talvez esteja à espera de uma razão "suficientemente grande" para procurar ajuda

Mas o sofrimento não precisa de ser comparado. Não precisa de provar que está a sofrer mais do que outra pessoa para merecer cuidado. Se a ansiedade está a interferir na sua vida, isso importa. Se não consegue posicionar-se, isso importa. Se está a viver uma tristeza que não passa, isso importa. Se um comportamento começou a fugir ao seu controlo, isso importa. Se viver longe de casa está a ser mais difícil do que imaginava, isso também importa. E se simplesmente sente que alguma coisa mudou dentro de si e não sabe como lidar com isso, isso também pode ser um motivo para procurar ajuda.

Não precisa de provar que está a sofrer mais do que outra pessoa para merecer cuidado.

A psicoterapia não promete uma vida sem problemas. A proposta é diferente: é ajudá-lo a compreender melhor o que vive, a reconhecer aquilo que pode ser modificado, a desenvolver recursos para enfrentar dificuldades e a construir formas mais saudáveis de responder às situações da sua vida.

Depois de 16 anos a trabalhar em Psicologia, continuo a acreditar que uma das coisas mais importantes que podemos oferecer a alguém é um espaço no qual essa pessoa possa olhar para si própria com mais clareza e menos julgamento. Porque, muitas vezes, não precisamos de alguém que nos diga exatamente o que fazer. Precisamos de alguém preparado para nos ajudar a compreender porque fazemos o que fazemos, o que sentimos e que possibilidades ainda não conseguimos ver.

E talvez seja esse o momento de começar a olhar para a sua própria história de outra forma. Se sente que algumas questões têm ocupado espaço a mais na sua vida, ou se apercebe de que está a enfrentar sozinho algo que poderia ser trabalhado com acompanhamento profissional, a psicoterapia pode ser um caminho.

Não precisa de passar por tudo sozinho. Talvez o primeiro passo seja simplesmente permitir-se pedir ajuda.

Pronta/o para dar esse primeiro passo?

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